Apresento alguns dos meus pensamentos sobre o Movimento Zeitgeist e afins tentando fazer uso da matemática (por isso matrizes) a um nível bem elementar.
Na semana passada eu assisti a maravilhosa apresentação de Brian Goldman para o TED intitulada "Doctors make mistakes: can we talk about that?" ("Médicos cometem erros: podemos falar sobre isso?", em tradução livre).
Em sua apresentação Brian aborda a grande dificuldade que os médicos possuem em comunicar com seus colegas de trabalho os erros que cometeram. Acredito que não só os médicos possuem essa dificuldade mas muitos outros profissionais.
A apresentação encontra-se abaixo e também pode ser visualizada em http://www.ted.com/talks/brian_goldman_doctors_make_mistakes_can_we_talk_about_that.html (com legenda em português).
Aproveito a oportunidade para parabenizar mais uma vez meu irmão pelo ingresso no curso de medicina.
Recebi mensagem do meu ex-aluno Aparecido. “Ao ler esta matéria http://www.economist.com/node/21545974 nao pude deixar de lembrar quando professor comentava sobre as dificuldades em se publicar artigos ou livros. Acho muito oportuno a ideia que segue no artigo, bem como a disponibilizacao de seu livro no Blog.”
Dá satisfação a qualquer professor os ex-alunos demonstrarem que algumas ideias foram bem assimiladas.
O boicote que acadêmicos estão começando a fazer a certas editoras comerciais é sintomática de conflito mais amplo existente entre os acadêmicos e seus editores. Este conflito está sendo posto em relevo acentuado pelo aumento das publicações online. Acadêmicos, que vivem em cultura que valoriza a livre e fácil circulação de informações, e que publicam e arbitram textos, emitindo pareceres, tudo gratuitamente, têm sido companheiros desconfortáveis para editoras comerciais. Estas querem maximizar os lucros com a cobrança pelo acesso a essa informação. Elas controlam muitas (embora não todas) das mais prestigiadas revistas científicas. Nos EUA, fazem lobby contra a disseminação gratuita de trabalhos científicos.
Para muitos, é surpreendente até que as coisas tomaram tanto tempo para ferver. Acadêmicos foram os primeiros a adotar a internet com todas as possibilidades de sair do controle de editores, publicando fora do circuito restrito que eles oferecem. Tem sido feito, de fato, tentativas de criar alternativas para a publicação comercial e a acadêmica monopolizada por determinadas correntes de pensamento.
Mas apesar do entusiasmo com essas publicações paralelas, há razões para continuar ainda a predominância dos editores tradicionais. Publicações on line, embora sujeita a comentários pós-publicação impiedosos, não são formalmente revisados antes de serem publicados. A sua qualidade é, em consequência, bastante irregular. Algumas dependem, em parte, de doações, mas outras também cobram taxas para publicação que podem atingir até 2.900 dólares por texto. Estes devem ser pagos pelos autores, sendo gasto significativo para os Departamentos que precisam de dinheiro da Universidade. Há também preconceito persistente contra publicação exclusivamente eletrônica. As alternativas postadas na web muitas vezes parecem ser menos respeitáveis do que os seus equivalentes publicados em papel derivado de derrubada de árvores.
Isso é ponto importante, porque os Departamentos de Universidades (e seus pesquisadores individuais) são avaliados tanto pelo número de artigos que publicam quanto pela reputação das revistas em que esses textos aparecem. Os jovens pesquisadores, dos quais se pode esperar abraçar novas formas de fazer as coisas, no entanto, aceitam a “regra do jogo”, buscando publicar em revistas de renome existentes, pois eles querem o reconhecimento e a promoção. Essa definição de “respeitável” sofre mudança muito lentamente, então os editores de revistas com melhor reputação (no Brasil a “reputação” é imposta pelo Qualis) podem escolher à vontade o que e quem pode publicar.
Editoras comerciais começam a experimentar, timidamente, conceder o livre acesso a idéias, tais como buscar novos autores para publicação ao invés de apenas leitores. Mas se o boicote acadêmico à ditadura dos editores continuar a crescer, as coisas podem tornar-se mais urgente. Afinal de contas, os editores precisam mais de acadêmicos do que acadêmicos precisam de editores. Muitas vezes, líderes parecem ser invulneráveis até que de repente caem. Cuidado, então, com a Primavera Acadêmica!
Aqueles que tem acompanhado os jornais nos últimos dias já sabem que a PETROBRAS mudou de direção.
A nova presidente da Petrobras, Maria das Graças Foster, foi empossada nesta segunda-feira. Graça Foster, como gosta de ser chamada, sucederá José Sergio Gabrielli, que esteve à frente da empresa por seis anos.
Ela disse estar preparada para o desafio e garantiu que sua gestão é de continuidade. Graça Foster destacou que irá trabalhar para cumprir as metas e prazos e dedicará atenção especial à exploração do pré-sal, à ampliação do parque de refino, à construção de plantas de fertilizantes e ao aumento da participação da empresa no setor de etanol. (Fonte: FOLHA)
Essa mudança me fez lembrar de um dos extras presentes no documentário "SICKO" (ver vídeo abaixo).
Gostaria de destacar é a passagem que inicia aos 3:52 do vídeo acima que apresenta uma entrevista com Hynrik Syse, filósofo contratado pelo governo da Noruega para cuidar dos recursos oriundos da exploração de petróleo.
Uma breve bibliografia de Hynrik Syse encontra-se disponível na Wikipedia Norueguesa: http://no.wikipedia.org/wiki/Henrik_Syse. Referente ao seu trabalho destacado no vídeo temos no artigo da Wikipedia:
Syse foi chefe do grupo de propriedade do Norges Bank Investment Management (NBIM) de 2005 até 2007. Este grupo trabalha com o uso do Fundo de Petróleo de direitos dos acionistas. A tarefa de Syse era de trabalhar com a integração de considerações éticas nas atribuições do grupo que pertencia. Ele foi de janeiro a junho de 2008, assessor sênior do grupo de proprietários, e ele continuou como consultor para o grupo sobre questões relacionadas com as questões sociais, incluindo o trabalho infantil, até o verão de 2009. (Adaptado a partir da tradução http://translate.google.com.br/translate?hl=pt-BR&sl=no&tl=pt&u=http%3A%2F%2Fno.wikipedia.org%2Fwiki%2FHenrik_Syse)