sábado, 26 de março de 2011

[Especial] Hora do Planeta

Embora já esteja quase na hora, gostaria de divulgar a "Hora do Planeta".
O que é?A Hora do Planeta é um ato simbólico, promovido no mundo todo pela Rede WWF, no qual governos, empresas e a população demonstram a sua preocupação com o aquecimento global, apagando as suas luzes durante sessenta minutos.Quando?Sábado, dia 26 de março, das 20h30 às 21h30. Apague as luzes para ver um mundo melhor. Hora do Planeta 2011.Onde?No mundo todo e na sua cidade, empresa, casa... Em 2010, mais de um bilhão de pessoas em 4616 cidades, em 128 países, apagaram as luzes durante a Hora do Planeta. Em 2011, a mobilização será ainda maior.
A seguir o video-oficial da "Hora do Planeta" deste ano. 

E abaixo um outro vídeo que gostei.

Matrizes e o $R^n$

Antes de começar gostaria de dizer que fiz uma revisão no post da semana passada.
Vamos definir matrizes como um vetor de vetores (essa definição é muito utilizada na computação e para nós é mais que suficiente). Temos então que a matriz $M$ composta de dois vetores compostos de dois escalares cada é expresso por $$M = \left( \begin{array}{cc}
m_{11} & m_{12} \\
m_{21} & m_{22}
\end{array} \right)$$
Envolvendo matrizes temos três operações: soma, multiplicação por escalar e multiplicação por matriz. As duas primeiras são muito parecidos com as operações envolvendo matrizes apresentadas no neste post e vamos apenas enunciá-las a seguir:


  • Soma: 
$$ M + N =  \left( \begin{array}{cc} m_{11} & m_{12} \\ m_{21} & m_{22} \end{array} \right) + \left( \begin{array}{cc} n_{11} & n_{12} \\ n_{21} & n_{22} \end{array} \right)  =  \left( \begin{array}{cc} m_{11} + n_{11} & m_{12} + n_{12} \\ m_{21} + n_{21} & m_{22} + n_{22} \end{array} \right) $$
  • Multiplação por escalar
$$ aM = a \left( \begin{array}{cc} m_{11} & m_{12} \\ m_{21} & m_{22} \end{array} \right) =  \left( \begin{array}{cc} a m_{11} & a m_{12} \\ a m_{21} & a m_{22} \end{array} \right) $$
Já a multiplicação por matriz pode ser resumida como o produto interno entre os vetores linha da primeira matriz e os vetores coluna da segunda matriz, isto é, $$M \times N = \left( \begin{array}{c} m_1^T \\ m_2^T \end{array} \right) \times \left( \begin{array}{cc} n_1 & n_2 \end{array} \right) = \left( \begin{array}{cc} <m_1^T, n_1> & <m_1^T, n_2> \\ <m_2^T, n_1> & m_2^T, n_2> \end{array} \right)$$
Vamos então ao exemplo (continuando com o chapati).
Suponhamos agora que além do chapati apresentado neste post também vamos fazer substituindo a farinha de trigo por farinha de trigo integral.
Suponhamos então que $(1,0,0)$, $(0,1,0)$ e $(0,0,1)$ correspondam respectivamente a uma unidade de farinha de trigo, uma unidade de água morna e uma unidade de farinha de trigo integral. Temos então que o chapati é representado por $(2, \frac{3}{4},0)$ e o chapati integral por $(0, \frac{3}{4}, 2)$. Podemos ainda utilizar uma matriz para representar os chapatis $$\left( \begin{array}{ccc} 2 & \frac{3}{4} & 0 \\ 0 & \frac{3}{4} & 2 \end{array} \right)$$ onde a primeira linha representa o chapati e a segunda o chapati integral.
Se desejar-mos saber qual o peso do chapati e do chapati integral podemos utilizar o produto por matriz abaixo $$\left( \begin{array}{ccc} 2 & \frac{3}{4} & 0 \\ 0 & \frac{3}{4} & 2 \end{array} \right) \times \left( \begin{array}{c} 1  \\ 1 \\ 1 \end{array} \right) = \left( \begin{array}{c} \frac{11}{4}  \\ \frac{11}{4} \end{array} \right) $$
onde a primeira linha da resposta corresponde ao peso do chapati e a segunda linha ao peso do chapati integral.

quinta-feira, 24 de março de 2011

A reforma educacional de Xangai

Hoje deixo aos leitores o artigo escrito por Fernando Veloso intitulado de "A reforma educacional de Xangai".
No final do ano passado foram divulgados os resultados da última edição do Pisa (2009), que avaliou o desempenho de estudantes de 15 anos de idade em exames de proficiência em leitura, matemática e ciências. Alunos de 65 países participaram da avaliação. Xangai, a maior cidade chinesa, foi a primeira colocada em todas as disciplinas.
Um estudo recente da OCDE, "Strong Performers and Successful Reformers in Education", analisou a reforma educacional de Xangai.
Em 1978, a China iniciou um processo de abertura e liberalização econômica, e Xangai teve um papel de liderança nas reformas, incluindo a do sistema educacional. O objetivo dessa reforma foi elevar o aprendizado em sala de aula.
O processo foi iniciado em meados da década de 80 com uma mudança curricular. O currículo atual tem três componentes: o básico, implantado por meio das disciplinas obrigatórias; um segmento de disciplinas eletivas; e um conjunto de atividades extracurriculares.
Essa reforma do currículo foi complementada por mudanças na formação inicial e continuada dos professores e pela renovação do material pedagógico. Os exames de proficiência dos estudantes também foram redesenhados.
Outro elemento importante da reforma de Xangai foi a criação de um sistema de avaliação das escolas. O governo avalia as escolas em termos de sua infraestrutura física e da qualidade da educação oferecida.
As informações sobre o desempenho das escolas são divulgadas de forma ampla, e a cobrança dos pais exerce uma forte pressão pela qualidade da educação.
Várias estratégias foram desenvolvidas para melhorar o desempenho das piores escolas. Sob o ponto de vista financeiro, recursos públicos são transferidos para as escolas mais carentes, de forma a assegurar um nível mínimo de gasto por aluno.
Professores e diretores de escolas urbanas de boa qualidade são transferidos para escolas rurais, que muitas vezes têm dificuldade de atrair professores.
Estratégia mais recente estabelece um contrato de gestão, por meio do qual uma escola de boa qualidade assume, durante um determinado período, a gestão de uma outra que tenha desempenho fraco.
Em essência, a reforma educacional de Xangai combinou elementos de responsabilização de professores e escolas com recursos para que as metas de qualidade do ensino sejam atingidas. Alguns aspectos da experiência de Xangai são específicos, como a valorização da educação na cultura chinesa, mas suas lições gerais são bastante relevantes para o Brasil e outros países que buscam melhorar a qualidade do ensino.
 Creio que os leitores devem lembrar do documentário "Waiting for superman" que indiquei no seguinte post. Hélio Schwartsman escreveu um artigo para a Folha sobre o documentário e os leitores podem lê-lo no seguinte endereço http://edicaodigital.folha.com.br/?cod=JOJRHNGQIPE.

quarta-feira, 23 de março de 2011

Por uma educação impreendedora

Hoje deixo aos leitores o artigo escrito por Silvio Meira intitulado "Por uma educação impreendedora" retirado de daqui.
TODO BOM empreendimento, toda boa empresa, é uma boa escola. E não há exceções. A ponto de o colaborador de um negócio qualquer dever, pelo menos uma vez por semana, se perguntar o que aprendeu nos últimos 7, 14, 21 dias. 
Se, vez após vez, a resposta for muito pouco ou (quase) nada, é hora de procurar algum lugar que, junto com seus colaboradores, esteja construindo o futuro. 
Em quase todos os lugares onde não se aprende nada isso não ocorre porque não há problemas, mas porque a cegueira cognitiva reinante no lugar impede que se façam as perguntas que, feitas, criariam as oportunidades de aprendizado para todos. E negócios onde não se aprende o tempo todo, em tempos de economia do conhecimento, estão a caminho do grande cemitério dos CNPJ... 
Se olharmos para as últimas décadas da vida nacional, uma possível interpretação é que levamos um longo tempo para pôr em ordem um número de aspectos essenciais à existência ordenada do país. 
A ordem democrática e a ordem econômica são duas conquistas que não podemos minimizar, sob pena de, esquecendo o passado, comprometer o futuro. Em tempos mais recentes, houve também um grande progresso na ordem social, trazendo para a cidadania um sem-número de indivíduos e famílias que viviam completamente à margem da sociedade. Mas isso não basta. 
Depois de dar os primeiros passos na direção de um país sem sobressaltos em qualquer das outras ordens, é preciso fazer muito mais, é preciso fazer com que cada cidadão entenda seus direitos e deveres, suas escolhas e riscos, o valor de sua contribuição à nação, seu poder como pagador de impostos e eleitor. 
Sem esquecer de sua potencial contribuição econômica, ainda mais como empreendedor de si mesmo em uma economia onde conhecimento em rede é cada vez mais o principal vetor de atividade. 
Parece que o Brasil está entendendo, tardia mas finalmente, que chegamos num platô de performance do qual dificilmente sairemos sem um aumento significativo da quantidade de pessoas que tenham passado, com uma boa performance, por um sistema educacional de qualidade. 
Um tal sistema não "fabrica" conhecimento em série, qual linha de produção da revolução industrial. 
Para atender educandos em quantidade e qualidade para as demandas de um país complexo em um cenário internacional de competição quase sem fronteiras, é preci- so que o sistema educacional seja baseado em métodos e mecanis- mos de criação de oportunidades de aprendizado que só costuma- mos ver como exceção no nosso ambiente educacional. 
Se escolhermos investir seriamente em educação, como parece que pode ser o caso nesta década, tomara que tal escolha signifique mais e melhores conteúdos e práticas de línguas, lógica, matemática, computação e ciências, para melhorar a qualidade de nosso "peopleware", educando muito mais gente nos fundamentos para participar da economia do conhecimento como cidadão de primeira classe. 
E tomara que a "escola industrial", que nos tenta ensinar respostas para perguntas já conhecidas, seja paulatinamente substituída por uma "escola de conhecimento", onde a maior parte do esforço se dá ao redor da descoberta das per- guntas, onde cada um empreende sua capacidade de aprender e, no caso dos professores, sua capa- cidade de criação de oportuni- dades de aprendizado. 
Se cuidarmos de criar, manter e evoluir um sistema educacional empreendedor, mudaremos nossa visão de mundo. Ao invés de respostas padronizadas para questões já definidas, uma educação empreendedora vai nos levar a perguntar quais são os problemas -nossos e dos outros- e como podemos descobrir novas e inovadoras soluções. 
E isso vai ser um grande passo para a criação de novas capacidades empreendedoras em um país que precisa fazer muito mais que fornecer commodities. 
Esse é o tema de uma série no meu blog (no link http://bit.ly/gGB9XB), já no 18º texto, tratando de inovação e empreendedorismo no contexto de uma educação verdadeiramente empreendedora. 
Em seu blog, Silvio Meira está com a série "Educação impreendedora" que inicia-se com o seguinte post: http://smeira.blog.terra.com.br/2011/02/01/educao-empreendedora-1/
Para terminar deixo o seguinte slide retirado do blog do Silvio Meira.

SARTRE

Está tarde e ainda preciso terminar um trabalho para entregar daqui a pouco. Como acabei não escrevendo nada na terça passada vou falar rapidamente sobre o SARTRE (Safe Road Trains for the Environment., ou Estradas-Trens Seguras para o Meio Ambiente).
Tomei conhecimento deste projeto pela INFO e achei muito interessante. Em poucas palavras o projeto é desenvolver um equipamento que transforme os carros em "carro de passageiros" (uma coisa que descobri é que a palavra vagão é utilizada mais para o transporte de carga e não de pessoas).
Este projeto me lembrou outro projeto, agora brasileiro, de um amigo meu chamado UEVZERO, mas este é assunto para um próximo post.

segunda-feira, 21 de março de 2011

Mundo Sustentável

Hoje lembrei de um livro que li quando ainda tinha 15 anos (hoje aos 20 e e lembrando disso vejo como o tempo passou rápido). Esse livro é o "Mundo sustentável" do André Trigueiro cuja capa encontra-se abaixo.
O livro é, basicamente, uma coletânea de artigos escritos pelo André ao longo dos anos que nunca deixam de ser atuais. Queria compartilhar fragmentos do livro com vocês mas infelizmente ainda tenho que descobrir onde está minha cópia. (Quem quiser ir dando uma olhada no livro pode fazê-lo no Google Books.)

Pensei em colocar um video da Globo, que fiquei sabendo aqui, sobre garrafas PET mas este já foi retirado do ar.
Como consolação deixo o link para a ABIPET (Associação Brasileira da Indústria do PET) sobre aplicações para PET reciclado: http://www.abipet.org.br/index.html?method=mostrarInstitucional&id=72 (Espero que este link sirva de inspiração para a Karol escrever o post que eu pedi sobre outra aplicação para PET reciclado.)

P.S.: Para os curiosos, o André mantém o seguinte site: http://www.mundosustentavel.com.br

domingo, 20 de março de 2011

A verdade

O que significa verdade? Pelo dicionário Michaelis, verdade é
1 Aquilo que é ou existe iniludivelmente. 2 Conformidade das coisas com o conceito que a mente forma delas. 3 Concepção clara de uma realidade. 4 Realidade, exatidão. 5 Sinceridade, boa-fé.
Pelo significado 2, atrelamos a verdade a mente e isso não é muito proveitoso pois a mente de uma pessoa funciona de maneira diferente do restante da humanidade. Pelo significado 4, iremos acabar voltando ao mesmo ponto.
Se procurarmos o que Sri Sathya Sai Baba diz sobre a verdade, encontraremos
Verdade é aquilo que deve ser dito.
Nosso questinamento passa então a ser: "E o que deve ser dito?". Mas responder essa questão é tão difícil como explicar o que é a verdade.
Para não me prolongar muito, deixo ao leitor a sugestão da música "Verdade" que pode ter seus segundos iniciais apreciados aqui. (Infelizmente ainda não consegui a letra.)